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Convergência geracional

Por: Theo Pappas

A digitalização da economia aliada à incorporação de inovações digitais no setor de Recursos Humanos abre um horizonte muito amplo de oportunidades para o desenvolvimento de novas profissões e para criação de dinâmicas de trabalho flexíveis e colaborativas, muito mais propensas à criatividade.

Hoje podemos falar sobre duas grandes conquistas que a transformação digital proporcionou ao campo da profissão e do emprego. Por um lado, a recuperação da qualidade de vida associada à dinâmica de trabalho; por outro, a tremenda oportunidade que surge da convergência geracional. Enquanto hoje podemos falar sobre cultura digital, é necessário reconhecer que, para um termo estar ligado à palavra cultura, ele deve ter passado por muitos testes por algum tempo e em diferentes circunstâncias. Isso é precisamente o que aconteceu com o fenômeno digital e a maneira como ele é percebido hoje. Nesse entendimento, é provável que grande parte da sociedade pense que a tecnologia e os gadgets são exclusivos da linguagem Millennial.

A verdade é que os avanços atuais na tecnologia digital não são senão a consequência de uma evolução progressiva que começou nos anos 50.

Do ponto de vista do capital humano e sob este novo panorama, as áreas de Recursos Humanos nas empresas tiveram que se adaptar às novas condições que surgem como resultado dessas tendências. Em nosso tempo, a coexistência de pelo menos cinco gerações torna-se visível no ambiente de trabalho; a experiência e a juventude convergem para criar uma dinâmica de trabalho que requer paciência, colaboração e uma abertura definitiva ao aprendizado. A liderança daqueles que lideram as áreas de RH é vital, independentemente, da geração a que pertencem.

A grande convergência de gerações é, na realidade, um campo extremamente favorável à promoção e debate de ideias, a existência de uma variedade de posições e opiniões que, inteligentemente assumidas, podem enriquecer o capital cultural de qualquer organização ou empresa.

Sem medo de imediatismos ou preconceitos sobre o efêmero, as gerações X e Y poderão contribuir com o valor dos ainda racionais, das tendências analíticas e da linguagem da estatística.

A contribuição da tecnologia digital no campo dos processos de recrutamento é tão revolucionária quanto a feita no setor de varejo, simplesmente porque facilita o perfilamento especializado. Essa contribuição já foi tão profunda na sociedade que modificou os programas de ensino superior de universidades em todo o mundo. Desta forma, as empresas continuarão a fornecer informações valiosas para o design de novas profissões e especialidades.

Mas a Era Digital traz inovações altamente complexas, como Machine Learning e Inteligência Artificial; duas tecnologias que, segundo alguns analistas, deslocariam a intervenção do homem no desempenho do trabalho. A ideia é discutível, uma vez que, embora haja uma substituição do trabalho humano por algumas máquinas, elas ainda não aprenderam a tomar decisões a partir de novas rotas de raciocínio ou decisões intuitivas. No entanto, tecnologias desse tipo nos estimulam a melhorar a preparação profissional que deve ser contínua e cada vez mais inovadora.

Um novo recurso define a cultura de trabalho do século XXI; trata-se da flexibilidade de horários e opções de trabalho em casa. Tais condições favoreceram muitas mulheres, criando uma tendência importante em termos de equidade e gênero. A diversidade e inclusão, bem como a igualdade de gênero no local de trabalho, não são mais uma mera opção, mas são elementos essenciais nos campos de negócios e economia. De acordo com um relatório do McKinsey Global Institute, o PIB global pode aumentar em US$ 12 bilhões se houver progresso em relação aos programas de equidade. A pesquisa da McKinsey também revela que as empresas posicionadas no primeiro quartil em termos de diversidade de gênero são 15% mais propensas a obter um retorno financeiro acima de seus pares no segmento industrial de seu país.

Fonte: SAP

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